A fotografia é um trabalho sujo. Costumo usar essa frase para meus alunos e clientes. Ela faz com que as pessoas compreendam que o trabalho de um fotógrafo profissional não é fácil nem confortável.
Carregamos peso, trabalhamos em horários loucos para cumprir com prazos curtíssimos, corremos riscos sérios de sermos roubados ou mortos toda vez que vamos às ruas com o equipamento e ainda ouvimos pérolas como “sua câmera deve ser realmente muito boa”, “eu não faço essa foto pois minha câmera é pequena, mas com uma igual à sua eu faria”, entre outras.
No meio disso tudo passar frio tem se tornado rotina. Depois da última turma de corajosos fotógrafos que congelou e tomou chuva no Curso de Fotometria e Flash que ministrei aqui em São Paulo, fiz minhas malas e fui para Curitiba oferecer o mesmo curso. Passei ainda mais frio e nem estou mencionando as centenas de quilômetros atrás de caminhões na BR116.
A aula prática feita no sábado começou as 14h30m e durou até as 22h30m sob os gélidos ventos da capital paranaense, em temperaturas que ficaram na faixa dos 8 graus e com uma garoa que insistia em aparecer.
Seja como for, sobrevivemos. O dedicado grupo, que aparece na foto abaixo, composto por Maurício, Rodrigo, Tiago, Mino, Vilde e Dimas (o baixinho no centro da foto sou eu) enfrentou o frio para ver muito cálculo de flash, EV, LUX, fotografia noturna, diurna, fotometria em condições diversas e muito mais.
O interessante é que o clima gosta de atuar para testar a dedicação dos alunos, pois na segunda feira após o término do curso o sol brilhou bonito.




Aproveito para agradecer ao amigo Rubens Vieira, de Curitiba, que auxiliou na organização e fez com que o evento fosse possível.
[]’s
Armando Vernaglia Jr
Site - www.vernaglia.com.br
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ps.: para iluminar a foto da turma, cada um teve que calcular a força de seu flash manualmente e todos foram disparados no momento da foto, um dos truques ensinados no curso.