Arquivo da categoria ‘Marketing, vendas e qualidade em serviços.’

Fotometria e Flash

Costumo dizer que a boa fotografia é sustentada por 3 pilares, criatividade, harmonia e técnica, e um não vive sem o outro.

No campo da técnica, talvez os aspectos mais desafiadores sejam a fotometria e o uso do flash. É comum ver fotógrafos iniciantes e mesmo profissionais experientes terem que corrigir fotos que ficaram escuras ou claras, assim como descartarem imagens pois o flash deixou aquele branco estourado no primeiro plano e o fundo da foto mal iluminado.

Em geral estes erros decorrem da fotometria imprecisa. Muitos fotógrafos se orgulham de fotografar apenas em modo M (manual), mas para todo lado que apontam suas câmeras eles obedecem o fotômetro da câmera tentando ter uma fotometria “zerada”, com o indicador do fotômetro centralizado. Isso é exatamente a mesma coisa que fotografar em modos automáticos como P, Av e Tv. Outros tentam soluções místicas como fotometrar na palma da mão, o que em geral não funciona.

O resultado são horas e mais horas gastas no Photoshop tentando corrigir aquilo que poderia ter saído certo de dentro da câmera. Afinal, escolhemos ser fotógrafos ou operadores de computador?

Foi da observação desse problema que criei, há quase dez anos, o primeiro curso de fotometria oferecido no Brasil. Pouco tempo depois também fui o pioneiro a ministrar cursos de iluminação com flashes dedicados (TTL), logo em seguida optei por unir os dois, nascendo então o curso Fotometria + Flash.

Ao longo do tempo foram realizadas 16 turmas de fotometria, sendo as 5 últimas já no formato que adicionou o flash ao conteúdo, todas com um excelente aproveitamento por parte dos alunos. O formato inclusive foi copiado ou adaptado por diversas escolas e outros professores, o que me deixa de certa forma lisonjeado pois se outros profissionais resolveram seguir a mesma linha que eu havia traçado, é por que é um bom caminho.

Seja para o bem ou para o mal, as ocupações de meu estúdio me deixaram sem tempo e estressado demais para continuar com as aulas e isso me forçou a um afastamento temporário. Nesse período continuei recebendo e-mails e telefonemas de pessoas interessadas em melhorar suas habilidades nos campos da fotometria e do uso de flash dedicado.

Sendo assim, atendendo a pedidos o curso Fotometria + Flash está de volta em seu formato intensivo, concentrado em 3 dias de atividades práticas nas quais cada assunto é treinado e vivenciado pelos participantes com seus próprios equipamentos.

Vejam o conteúdo do curso:
- O que é fotometrar;
- Como funciona o fotômetro da câmera e quando ele erra;
- Os modos de medição (pontual, parcial e matricial) e suas diferenças práticas;
- O funcionamento do fotômetro de mão;
- Vantagens e desvantagens entre fotômetro de mão e da câmera;
- Histograma - o que é, como funciona e como deve ser interpretado;
- Latitude de exposição e contraste;
- Flash TTL e Flash Manual - o que é e como funciona;
- A fotometria com o uso do flash;
- O flash como luz principal e como luz de preenchimento;
- Acessórios para flash - coisas úteis e inúteis;
- Como unir o flash à luz do ambiente;
- Filtragem de luz do flash.

O investimento é de R$550,00 e a carga horária do curso é de 19hs. As aulas são 100% práticas. Embora haja embasamento teórico ao longo de todo o curso, essa teoria é vista durante as práticas, de forma que o conteúdo fique mais claro e fácil de compreender.

Quem tiver interesse no curso basta ligar para (11) 3105-7792 e falar com Vanessa.

Se tiverem dúvidas sobre o conteúdo, perguntem aqui nos comentários que eu vou respondendo.

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Armando Vernaglia Jr
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cartaz sao paulo - cartaz sao paulo

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25 Dicas de vendas e afins.

Seguem algumas dicas para melhorar o desempenho de vendas de profissionais de imagem, como fotógrafos, designers, ilustradores etc.

1 - Conheça o que você vende: Você deve ser capaz de se apresentar para um desconhecido em poucos segundos e ele ter clareza de quem você é, o que faz e quais seus diferenciais.

2 - Mantenha-se informado sobre seu mercado: Observe seus concorrentes e os interesses de seus clientes.

3 - Prepare-se para a venda: Seja uma reunião ou telefonema, esteja preparado para fazer o melhor, com todas as informações na ponta da língua.

4 - Reuniões: Roupas boas e limpas são fundamentais. Ter aparência desleixada pode até ser visto como algo artístico, mas em 99% das vezes será percebido como desleixo mesmo.

5 - Invista em marketing pessoal: Seja reconhecido como referência em sua área de atuação.

6 - Durante uma reunião ou telefonema, trate seu cliente sempre pelo nome.

7 - Desligue seu celular antes de entrar em uma reunião.

8 - Esteja de bom humor sempre que atender ao telefone ou visitar um cliente.

9 - Enquanto você falar preste atenção na reação do cliente: Postura corporal, atos e gestos podem dizer se ele está gostando ou não de suas idéias.

10 - Fale sempre a verdade.

11 - Ouça o cliente com atenção, anote pontos fundamentais do que ele diz e não o interrompa.

12 - Saiba perguntar: Elabore perguntas inteligentes baseadas na percepção das necessidades de dele, pergunte especialmente as coisas que ele não quer que sejam feitas.

13 - Fale de maneira semelhante ao cliente, mesmo estilo de linguagem, ritmo e volume.

14 - Nunca chame seu trabalho pelo diminutivo, não existe fotinho, logotipinho, desenhinho etc.

15 - Respeite seus concorrentes mas deixe muito claro seus diferenciais sobre eles.

16 - Nunca fale mal de um concorrente, se você não tem nada de bom para falar sobre alguém, não fale nada.

17 - Entenda que nem todo negócio é fechado na hora, cada cliente tem um ritmo.

18 - Não dê desconto se o cliente não pediu.

19 - Coloque-se no lugar do seu cliente: Você compraria o que está vendendo?

20 - Fale de forma assertiva e elegante mas lembre-se de que há uma fronteira delicada entre ser assertivo e arrogante.

21 - Ouvir um “não” é normal mas não quer dizer que as portas para este cliente estarão sempre fechadas, mantenha possibilidades abertas.

22 - Só ofereça aquilo que você sabe fazer, do contrário indique outro profissional.

23 - Cumpra prazos e só prometa algo que possa cumprir sem comprometer sua saúde física e mental.

24 - Evite ficar de braços cruzados enquanto seu cliente fala.

25 - Se você orçou um trabalho por um valor X, não aceite fazê-lo por menos de 70% de X.

Dica extra: Seja você mesmo.

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Redes Sociais, Marketing etc.

Vamos falar sobre ferramentas de marketing e vendas, partirei do princípio que não existe algo inútil, o que existe é o bom e o mau uso de cada uma delas. Também pularei a parte de cartão de visitas, portfólio impresso e site pois creio que todo mundo saiba da necessidade desses itens e que o design das peças deve ter uma identidade comum, respeitando as características de cada mídia. Vamos logo às ferramentas online que são mais interessantes.

Redes sociais:
Muitos não compreendem que uma rede social, além de ser o que seu nome indica, é uma ferramenta de vendas. É sabido entre profissionais de marketing que vendas acontecem mais pelo relacionamento do que pela proposta de valor em si. Isso acontece pois produtos e serviços são cada vez mais iguais, fazendo com que a decisão de compra se dê por outros critérios, como confiança, empatia e amizade. Temos consciência disso pois é comum comprarmos algo sem considerar se é mais barato ou mais completo, mas por ser da marca ou loja que julgamos confiável. As redes sociais permitem que você se relacione com seus clientes e a partir daí possa existir espaço para a venda.

E qual a melhor rede social para fotógrafos e outros profissionais de imagem, Orkut, Facebook, MySpace, Flickr? Na verdade não há uma resposta para isso pois depende do público que desejamos. Se o público de interesse está no Orkut, então você deverá estar no Orkut, se estiver no MySpace você deverá aparecer por lá e assim por diante, a melhor rede social é a que lhe permitir mais conexões com seu público.

Flickr:
Vou separar o Flickr de outras redes sociais pois numa primeira análise não há muitas chances de se fazer bons negócios em fotografia num ambiente onde quase só há fotógrafos, mas isso é um erro de observação sério. Primeiro porque a maioria dos usuários é de amadores que têm outras profissões, são arquitetos, engenheiros, gerentes, contabilistas, comerciantes, designers etc, segundo porque provavelmente o Flickr é o maior banco de imagens que existe, e muitas empresas buscam nele imagens para os mais diversos usos. O Flickr é um lugar obrigatório para fotógrafos, se você não tem está fechando uma porta para o mundo inteiro.

Search marketing:
Eu já defendi em minhas aulas o search marketing, que nada mais é do que pagar para entrar nas listas de links patrocinados de buscadores como Google e Yahoo, hoje eu percebo que há prós e contras nesse sistema.

A vantagem é ser listado quando alguém procura seu serviço, isso acontecerá com boa eficiência se você utilizar corretamente as ferramentas de palavras chave. Procure cadastrar sentenças específicas e não palavras genéricas. Não adianta cadastrar “fotógrafo” pois você jogará dinheiro fora aparecendo em todas as vezes que alguém procurar por um profissional de uma área que não seja a sua, lembre-se que você pagará cada vez que seu anúncio for clicado, por isso não adianta ser clicado dez mil vezes e não fechar nenhum negócio.

Da vantagem tiramos a desvantagem do sistema, pois junto com você serão listados dezenas ou centenas de outros e ninguém contrata o primeiro que surgir. Pessoas que usam ferramentas de busca para pesquisar um serviço irão abrir diversos sites e entrar em contato com todos os que parecerem interessantes jogando o mesmo pedido de compra para todos.

Numa situação assim quase não há chance do estabelecimento de relacionamento com o cliente, ele espera receber um orçamento e o menor vencerá. Há exceções, uma vez ou outra é possível ligar e começar um diálogo com o cliente para saber mais das necessidades dele e assim ajustar melhor a proposta, ou até conseguir uma reunião pessoal antes de enviar o orçamento, mas de forma geral não há essa abertura, o que limita tremendamente as opções de negociação.

Outro defeito é que os anúncios têm textos curtos que não permitem detalhar ou diferenciar sua oferta das demais. Ter um site bem feito não basta pois muitos hoje têm sites excelentes, assim como há muita gente experiente e com trabalhos de qualidade. O serviço que você faz em geral pode ser feito por mais algumas dezenas de pessoas com iguais qualificações e todos aparecerão juntos. Num cenário desses quem ganha o trabalho? Em geral os que respondem mais rápido e que têm melhor preço.

E-mail marketing:
Não funciona. Aqui me refiro à compra de listagens de e-mails que são disparados para milhares, às vezes milhões de endereços eletrônicos, a falta de personalização da mensagem e a impossibilidade de fazer uma complementação da ação (como uma reunião) torna o e-mail marketing, vulgo spam, a mais inútil das ferramentas. Você deve ter um mailing de seus clientes e mantê-los atualizados de suas novidades, mas comprar listas e disparar toneladas de mensagens é perda de tempo e dinheiro.

Chegamos ao final, esse assunto é longo, impossível de ser esgotado, cada um deve avaliar seu negócio, compreender o público de interesse e a partir daí traçar uma estratégia que envolva as melhores ferramentas. Quero abrir a discussão a partir daqui, fiquem à vontade para comentar, colocando suas experiências, observações e dúvidas, assim podemos ampliar as possibilidades deste artigo.

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Pantheon (Roma076)

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Números, o que fazer com eles?

Não sei bem em qual ponto da história o ser humano passou a ser fascinado pelos números, se foram os gregos ou os egípcios, ou alguém antes deles, o fato é que hoje todo e qualquer profissional se cerca de um amontoado de números e em geral não sabe bem o que fazer com tanta informação.

Quer exemplos?

No momento em que escrevo este parágrafo, o Blog do Vernaglia tem 134.753 visitas acumuladas desde sua criação, há quase três anos. Minhas fotos no Flickr foram vistas 46.732 vezes sendo que só hoje uma foto da cidade de Santos foi visitada por 12 pessoas. Comecei a “twitar” há poucos dias e estou lá seguindo 26 pessoas e sendo seguido por 23. Meu site portfólio tem uma média de 40 visitas diárias e assim vai indo para outras estatísticas do Flickr, do Vimeo, Google e assim por diante.

É importante ter clareza de que não adianta nada saber esses números se não houver uma utilidade prática para eles e mais ainda, não adianta nada ter números gigantescos se eles não se convertem em algo aproveitável em sua vida ou nos negócios.

Isso é fundamental pois é inútil ter um milhão de seguidores no Twitter ou quem sabe dezenas de milhares de vistas diárias em seu portfólio se nenhuma delas se transforma numa nova oportunidade de negócio, um pedido de orçamento, uma consultoria enfim, dinheiro no bolso.

Aprendi isso ainda no tempo da faculdade de publicidade, quando víamos maravilhados os índices de audiência das redes televisivas mais importantes, nos quais cada ponto de audiência valia sei lá quantos lares e pessoas acompanhando um determinado programa.

E embora nenhum funcionário de televisão admita isso, a audiência não serve para absolutamente nada se não for qualificada. E por “audiência qualificada” entenda que são pessoas que compram os itens anunciados nos intervalos comerciais ou merchandisings da vida. “Qualificado” não é alguém formado com bom currículo, nem alguém de classe A, B ou Y, mas alguém que queira comprar o que você oferece e tem dinheiro naquele momento para isso.

O mesmo raciocínio vale para profissionais de imagem. Se um milhão de pessoas viu seu portfólio e você não vendeu nada, apesar do aparente sucesso de um milhão de visitas, você é um tremendo fracasso comercial. Pense nisso mas não se desespere ainda.

O que você precisa fazer é buscar audiência qualificada, ser visto por quem importa e não pelo maior número de pessoas. Você até pode tentar atingir muita gente achando que no meio da massa haverá alguém comprando, mas gastará tempo e investirá muito para ter pouco retorno

Não há uma regra fixa sobre como encontrar o público certo, cada segmento de mercado tem sua lógica própria e são infinitas as variações, mas uma lógica geral pode ser resumida com a seguinte frase: esteja onde seu público está e seja como ele é.

Fazendo isso você será conhecido por quem realmente interessa e se for bom no que faz, passará a ter audiência qualificada.

Ok, foram dois artigos em um mesmo dia! A terceira e última parte desta série chega provavelmente na segunda feira.

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Santos (san006)

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O mercado atual.

Faz tempo que não posto nenhum artigo, felizmente isto se deve a muita ocupação por aqui então peço desculpas aos amigos e leitores pela ausência.

Ainda no ano passado prometi escrever sobre o mercado atual e também comentar ferramentas de marketing úteis e inúteis para profissionais de imagem, este artigo é o primeiro dessa nova série.

O mercado mudou, já sabemos disso, mas há fatores que devemos considerar quando confrontamos o hoje com o ontem, a saber:

- hoje há mais concorrência em todas as áreas, com mais oferta em serviços de imagem;
- as crises financeiras deixam empresas temerosas em fazer grandes investimentos, daí acontece a retração na demanda por serviços considerados supérfluos pela maioria dos donos de empresas;
- entenda que foto, vídeo, logotipo novo, ilustração, tudo isso é visto como supérfluo pelo dono da empresa, salvo exceções;
- quando há mais oferta e menos demanda, temos obrigatoriamente uma forte pressão sobre os preços praticados pelos prestadores de serviço;
- o conhecimento está mais disponível e os equipamentos cada vez melhores, com isso ter diferenciais técnicos sobre a concorrência é cada vez mais difícil. Se hoje você fotografa, filma ou desenha melhor que seu vizinho, amanhã pode ser o contrário se ele passar uma noite na internet estudando e treinando, sendo assim estude mais;
- os equipamentos estão mais acessíveis por isso gastar fortunas nisso em geral é bobagem, aprenda a extrair o máximo de materiais que custem menos.

Conclusão: o mercado está encolhendo pois há menos gente pagando para mais gente prestando serviço. Isso vem acontecendo há anos, não é novidade.

Há quinze ou vinte anos, era possível ter grande rendimento vendendo fotos para bancos de imagem, bastava fotografar bem e ter uma produção constante para receber centenas ou milhares de dólares mensais. Hoje para fazer dinheiro com banco de imagens você precisa produzir dez vezes mais e ganhará dez vezes menos. Não significa que não seja possível fazer dinheiro neste segmento, apenas é mais difícil.

Outros mercados sofrem saturação semelhante e consequentemente dificuldades iguais. Um fotógrafo de casamento de alto nível poderia fazer poucos casamentos por mês e viver muito bem, hoje precisa fazer mais, se possível ter uma equipe e conseguir cobrir dezenas de eventos por mês, ganhando no volume de trabalho.

Isso tudo é bom e ruim ao mesmo tempo. Depende de sua criatividade descobrir pequenos segmentos ainda rentáveis, explorá-los e sair deles quando estiverem saturados, também depende de você ter a melhor técnica na execução de seu trabalho que seu cérebro permitir pois é isso que irá lhe garantir executar trabalhos de qualidade rapidamente.

Mas principalmente, depende de você a disposição para entender que o mercado hoje exige de um profissional de imagem trabalhar bem mais do que trabalhava, esqueça os horários livres no meio da semana, se sobrar um minuto, gaste ele estudando e divulgando seu trabalho.

Nos vemos em breve com um artigo sobre números e estatísticas… é, você precisará disso.

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Museu do Ipiranga (Paulista Museum) (015)

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Natal Chegando… tempo de avaliação, planejamento e cartões de natal!

O ano de 2009 acabou, é questão de alguns dias apenas para oficializar o fato enquanto observamos fogos de artifício.

Nesta época devemos aproveitar o tempo livre para duas atividades fundamentais: avaliação e planejamento. Avaliar o que foi feito ao longo do ano, descobrir os motivos das falhas e dos sucessos e com base nessas informações, planejar o próximo ano.

Aqui no estúdio as duas atividades estão em andamento, paralelamente aos trabalhos que ainda ocorrem antes do Natal. Em breve anunciarei as mudanças que ocorrerão por aqui e também escreverei algo sobre as minhas avaliações, quais ferramentas de marketing foram utilizadas ao longo do ano e quais resultados obtive por exemplo.

Nesse intervalo, enquanto está humanamente impossível conseguir tempo para escrever artigos mais longos, gostaria de dar um presente aos meus amigos, clientes, leitores, enfim, a todos que passam por aqui no Blog do Vernaglia.

Nos anos de 2004, 2005 e 2007 fiz cartões de Natal que enviei tanto pelo correio como por e-mail para pessoas próximas, sempre houve pedidos para que outras pessoas pudessem utilizar os cartões e eu teimosamente não deixava, em geral por medo de perder o controle sobre a propriedade e autoria das imagens.

No Natal deste ano resolvi ser um pouco menos teimoso e entender que em tempos de internet é melhor não esquentar tanto a cabeça com certas coisas. Assim sendo, estou liberando o uso dos 3 cartões que seguem abaixo. Se você gosta dessas fotos e quer enviar aos seus amigos, parentes e clientes, fique a vontade, meu único pedido é que mantenha o pequeno crédito que consta na parte de baixo de cada cartão.

Abaixo de cada foto há o link para minha página no Flickr, lá você pode ter acesso aos arquivos em alta resolução para que possa imprimir. A licença de uso é a Creative Commons, para uso não comercial. Se alguém tiver intenção de comercializar as imagens ou utilizá-las comercialmente, entre em contato para negociarmos. =^)

Vejam os cartões:

Christmas Flickr 03p - Christmas Flickr 03p
Link para download AQUI

Christmas Flickr 02p - Christmas Flickr 02p
Link para download AQUI

Christmas Flickr 01p - Christmas Flickr 01p
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Espero que gostem. O cartão deste ano está no forno, em uma semana ou duas ele aparecerá por aqui =^)

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A Fotografia Morreu?

Se sim, oremos pela alma da falecida, lembremos dela em seus áureos tempos de glamour, fama, dinheiro e principalmente dignidade. Se não, é bom chamar os médicos pois a situação da doente é grave.

Não estou falando da fotografia como forma de expressão visual, artística, nem da fotografia como meio de comunicação ou como documento histórico. Mas a profissão fotógrafo, como meio de vida e obtenção de sustento digno para uma pessoa ou família, essa é a moribunda.

Levanto este assunto baseado em alguns casos recentes:

01 - Visitei uma das únicas e tradicionais galerias de arte fotográfica aqui de São Paulo, passei uma hora apreciando trabalhos belos e criativos de nomes consagrados de nossa fotografia. Ao longo do tempo em que estive lá o telefone não tocou e fui a única pessoa por ali. As paredes desgastadas, as lâmpadas queimadas e a porta trancada esperando que toquem a campainha indicam que o movimento é dos mais baixos.

02 - Conversei com o ex-assistente de um dos maiores nomes de nossa fotografia publicitária brasileira. Ele havia sido demitido pois o famoso profissional estava há seis meses sem nenhum trabalho e teve que dispensar os préstimos do jovem iniciante na profissão.

03 - Numa lista de discussão de fotografia um ótimo e conhecido fotógrafo do Rio de Janeiro reclamava de uma escritora que desejava contratá-lo para uma foto… de graça. A dita cuja ainda o considerou grosso quando ele argumentou que não poderia atendê-la naqueles termos.

04 - Um amigo fotógrafo abandonou a área de fotografia de moda após dez anos clicando catálogos, books e campanhas nesse segmento. Resolveu fotografar casamentos. Ele está chateado com o fato de que maquiadores e bookers estão tomando espaço dos fotógrafos no mercado de books e composites para agências de modelo. Esses profissionais têm um trânsito fácil entre as pessoas do “mundinho fashion”, não sabem fotografar nada, mas isso parece não importar muito.

05 - Por fim, para os que gostam de fotografar carros, já ouvi 3 bons nomes da fotografia publicitária comentando que a fotografia nessa área está com os dias contados, as grandes campanhas de carros são feitas em 3D.

Isso sem falar das empresas que prestam serviço para o governo e os grandes bancos que querem foto de graça como já mencionei aqui.

É, parece que a profissão fotografia morreu mesmo… o que podemos escrever na lápide da pobre defunta?

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Amanhecer em Mongaguá - Sol, nuvens e mar dando espetáculo para quem acorda cedo =^)

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Diário de Bordo 2

Poucas vezes publiquei aqui no blog os meus “diários de bordo”, acontecimentos nefastos, curiosos ou apenas engraçados que cercam um profissional de imagem. Sendo assim, segue um recente:

No mês de maio deste ano (2009) recebi um pedido de orçamento, a empresa ainda não era minha cliente e não verdade continua não sendo. O trabalho seria fotografar alguns escritórios da empresa em prédios comerciais de São Paulo, um trabalho interessante, não muito complexo, mas agradável de fazer.

Após uma troca de telefonemas para tirar dúvidas elaborei minha proposta e enviei por e-mail. Nada de respostas, liguei para saber se tinham recebido e a resposta foi “sim, vamos avaliar”.

O tempo passou, passou mais um pouco, mandei mais um ou outro e-mail e não obtive resposta. Considerei que o trabalho estava perdido, provavelmente alguém havia feito preço melhor que o meu.

Em outubro deste ano me telefonam para retomar o trabalho, o orçamento estava aprovado e queriam uma reunião para acertar detalhes. Ok, assim foi feito e lá fui conhecer a empresa e ajustar o que fosse necessário.

Saí de lá com a promessa: “o financeiro vai te ligar para os detalhes da nota fiscal e do pagamento”.

Foram 3 longas semanas até o citado telefonema e quando veio havia uma queixa sobre a forma de pagamento. Sempre peço uma parte adiantada e tinham aprovado o orçamento com isso junto mas agora não queriam mais.

Como é melhor ser maleável e garantir o trabalho sugeri prazo normal de faturamento da empresa. Não serviu, quiseram parcelas para 30 e 60 dias. Ok, ok, ok, vamos fechar logo isso então? Vou mandar a nota fiscal.

Mando a nota, e o financeiro liga reclamando de eu ter emitido a nota sendo que o trabalho não tinha data prevista. Como não tinha data? O presidente da empresa assina aprovando o orçamento, o marketing liga e marca reunião, o financeiro liga e manda o cadastro da empresa para eu emitir a nota, aí eu mando a nota e não pode?

O financeiro falou que ia desconsiderar a nota e quando eles marcassem a foto ele começava a contar os 30 e 60 dias. Como não sou bobo nem nada, cancelei a nota percebendo que eu pagaria imposto e não receberia o trabalho nunca.

Acho que eu estava certo, já tem umas 3 semanas e ainda não marcaram as fotos… cada um que aparece. Tenho que lembrar dos conselhos de meu advogado e mandar o contrato junto com o orçamento.

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Refresh - Soda, gelo, laranja, técnica e paciência

Crise de Imagem - o Caso HSBC

Dias atrás o banco HSBC deu início a uma ação de marketing chamada Palco HSBC, entre os muitos braços desta ação, um envolvia a realização de um concurso fotográfico através do site Flickr, maior rede social de fotógrafos do planeta.

A crise de imagem começa com o regulamento do referido concurso que foi muito mal recebido pela comunidade fotográfica, especialmente por aqueles que como eu, atuam profissionalmente como fotógrafos.

A revolta não aconteceu por acaso, o regulamento continha afrontas claras a lei número 9610/98, também conhecida como Lei de Direitos Autorais, que passavam por uma cessão irrestrita de direitos das imagens para que o banco utilizasse como bem entendesse, fosse para os fins do concurso ou até para campanhas publicitárias de alcance mundial, entre outros pontos.

Iniciou-se assim uma enorme gritaria na internet, o grupo Palco HSBC no Flickr foi tomado por queixas, dezenas de fotógrafos colocaram a mensagem “Diga Não Ao HSBC” em seus avatares e perfis públicos, diversos blogs publicaram textos contra o banco e levaram adiante a mensagem negativa, no Twitter e nas listas de discussão por e-mail ocorreu o mesmo. Ilustradores e designers se juntaram a causa e também ecoaram o brado “Diga Não Ao HSBC”.

O número de pessoas atingidas pela mensagem passou da casa das milhares em poucas horas, o estrago na imagem do banco estava feito.

Fotógrafos, ilustradores e designers são um ótimo público para bancos, muitos precisam ter contas para pessoa física e jurídica, alguns recebem pagamentos do exterior, tomam empréstimos para comprar equipamentos caros, compram serviços de seguro, enfim, são clientes desejáveis por qualquer instituição financeira, e logo junto a este público o eco negativo se alastrava com força.

Veio então a público o diretor de marca e digital do HSBC, Sr. Carlos Alves na tentativa de apagar o incêndio, informou sobre a imediata reformulação do regulamento e tentou apaziguar ânimos mas já era tarde, a desconfiança reinava.

O novo regulamento do concurso veio, bastante melhorado em relação ao anterior pois retirou os pontos potencialmente ilegais, evidenciou a necessidade de inclusão de créditos aos autores e deixou mais claro que caso as imagens fossem usadas posteriormente em campanhas, haveria pagamento negociado com os fotógrafos vencedores do concurso.

Ainda há falhas no regulamento, falta clareza na definição de pontos que envolvem a tal ação “Palco HSBC” na qual as fotos serão usadas. A discussão ainda acontece no Flickr e em listas, fóruns e blogs pela internet, um pouco mais morna é verdade, mas é possível dizer que a imagem negativa deixada no início não foi apagada nem corrigida até o momento.

Como evitar um papelão desses? Uma palavra apenas: PLANEJAMENTO.

Com um pouco de planejamento haveria o cuidado de por exemplo, consultar o público potencialmente atingido e verificar se o regulamento condizia com os interesses dessas pessoas, contratar um advogado especializado em imagem também seria útil para evitar afrontar uma lei tão conhecida.

Apesar das medidas necessárias serem simples, o descuido, a pressa e a contratação de uma agência de publicidade ruim fizeram com que uma grosseira bobagem como essa fosse feita e gerasse tanto estrago.

Fica a dica para todas as empresas, se vão fazer um concurso de fotos, consultem fotógrafos e associações de classe, além de dar uma boa lida nas leis pertinentes. E para fotógrafos, leiam com atenção os regulamentos de concursos, em caso de dúvidas consultem advogados antes de realizar a inscrição, se for o caso, reclamem, tornem a insatisfação pública, pois só assim as empresas irão aprender a trabalhar de maneira mais ética, planejada e respeitosa.

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Ps.: Ilustro com uma foto de vinho que fiz recentemente, assim levanto um brinde aos fotógrafos que iniciaram e propagaram este levante contra um regulamento leviano, foi um dos raros momentos em que vi a classe fotográfica unida.

Um brinde à união - Vinho005

BV é Imoral

Minha opinião sobre o BV está no título deste artigo, daqui em diante irei explicar o que é o BV para aqueles que não o conhecem, bem como colocarei os motivos para minha posição a respeito do mesmo.

Primeiramente vamos ao que oficialmente se conhece como sendo o BV. Irei reproduzir um texto da revista Negócios da Comunicação, edição 10 :

“Modelo genuinamente brasileiro, a bonificação por volume (BV) surgiu no início dos anos 60 com o objetivo de ser uma política de incentivo ao aperfeiçoamento das agências de propaganda, seja no que se refere ao desenvolvimento de profissionais, seja pela aquisição de ferramentas que contribuíssem para melhorar a qualidade do trabalho. Criado pele Rede Globo de Televisão - e logo adotado pela Editora Abril - , com o passar dos anos o modelo se espalhou por outras empresas e setores da mídia. 
O BV é o pagamento de um bônus às agências, proporcional ao investimento total feito pelos seus clientes em um determinado veículo. Em outras palavras, quanto mais publicidade destinada a um veículo, maior é o BV recebido.”

Oficialmente é isso, o meio de comunicação paga para agências uma porcentagem pelo volume veiculado. Só isso já seria suficientemente prejudicial ao mercado, pois leva à concentração de investimento em poucas mídias que pagam mais em detrimento do que é melhor para o cliente anunciante, isso é ruim mas não é o assunto deste artigo.

Tratarei de algo que nasceu quando alguém achou que se era normal e aceito o BV em grandes mídias, então ele poderia ser normal e aceito em pequenas negociações ao longo de toda a cadeia produtiva da comunicação, que envolve fotógrafos, cinegrafistas, gráficas, designers, ilustradores e outros. Desse dia em diante, o inferno se fez presente e a ética morreu.

Hoje é quase impossível receber um pedido de orçamento de uma agência que não venha com o pedido semelhante a um “favor incluir 5% de BV”, variando a forma, os termos e a porcentagem, mas quase sempre presente.

Da mesma maneira é quase inexistente uma gráfica que logo no primeiro contato em que eu peça orçamento não pergunte algo como “quanto você quer de BV?”

Designers pedem BV para contratarem suas fotos, fotógrafos pedem para a gráfica, gráficas pedem para mais alguém, ilustradores pedem para os coloristas, agências pedem para todos os anteriores.

Recentemente um amigo contou a incrível história na qual uma funcionária do departamento de marketing do cliente queria que ele pagasse 25% de BV para ela sobre um serviço que ele prestaria para a empresa. Ou seja, a tal funcionária está roubando 25% de um orçamento da empresa na qual ela trabalha.

Ruim? Sim, e pode piorar. Os motivos são muitos mas vou me concentrar em inflação, impostos, ética e queda nos lucros.

Quando o profissional recebe o pedido de incluir um BV ou ele retira a porcentagem do seu preço e perde parte do lucro, ou soma a porcentagem e inflaciona o serviço sem ganhar pelo valor mais alto. A segunda escolha é bastante prejudicial aos clientes enquanto a primeira atinge diretamente a qualidade de vida do profissional. Considere ainda que cada centavo extra no orçamento gera aumento de impostos.

Por fim, se não consideramos ético, moral ou correto um político “receber uma graninha” de uma empresa que vai construir um viaduto, por que seria ético, moral ou correto desviarmos qualquer porcentagem da verba de um cliente seja em favor próprio ou de terceiros?

Graças a tudo isso, eu não pago nem recebo BV, se oferecem digo para descontar do preço e quem ganha é meu cliente, se pedem eu não pago. Perco o trabalho e o cliente, mas prefiro trabalhar para quem tem valores éticos.

E você, o que acha disso tudo?

[]’s
Armando Vernaglia Jr
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