O ano de 2009 acabou, é questão de alguns dias apenas para oficializar o fato enquanto observamos fogos de artifício.
Nesta época devemos aproveitar o tempo livre para duas atividades fundamentais: avaliação e planejamento. Avaliar o que foi feito ao longo do ano, descobrir os motivos das falhas e dos sucessos e com base nessas informações, planejar o próximo ano.
Aqui no estúdio as duas atividades estão em andamento, paralelamente aos trabalhos que ainda ocorrem antes do Natal. Em breve anunciarei as mudanças que ocorrerão por aqui e também escreverei algo sobre as minhas avaliações, quais ferramentas de marketing foram utilizadas ao longo do ano e quais resultados obtive por exemplo.
Nesse intervalo, enquanto está humanamente impossível conseguir tempo para escrever artigos mais longos, gostaria de dar um presente aos meus amigos, clientes, leitores, enfim, a todos que passam por aqui no Blog do Vernaglia.
Nos anos de 2004, 2005 e 2007 fiz cartões de Natal que enviei tanto pelo correio como por e-mail para pessoas próximas, sempre houve pedidos para que outras pessoas pudessem utilizar os cartões e eu teimosamente não deixava, em geral por medo de perder o controle sobre a propriedade e autoria das imagens.
No Natal deste ano resolvi ser um pouco menos teimoso e entender que em tempos de internet é melhor não esquentar tanto a cabeça com certas coisas. Assim sendo, estou liberando o uso dos 3 cartões que seguem abaixo. Se você gosta dessas fotos e quer enviar aos seus amigos, parentes e clientes, fique a vontade, meu único pedido é que mantenha o pequeno crédito que consta na parte de baixo de cada cartão.
Abaixo de cada foto há o link para minha página no Flickr, lá você pode ter acesso aos arquivos em alta resolução para que possa imprimir. A licença de uso é a Creative Commons, para uso não comercial. Se alguém tiver intenção de comercializar as imagens ou utilizá-las comercialmente, entre em contato para negociarmos. =^)
Vou aproveitar o espaço do blog para render homenagens a alguns de meus ídolos, gente que inovou, criou e fez mais diferença pela fotografia do que muitas multidões juntas clicando loucamente com suas digitais por aí.
Não vou falar de nomes conhecidos, se você quiser saber de Bresson, Doisneau, Halsman, Man Ray e outros, basta fazer uma simples busca pela internet e achará tudo o que já foi escrito sobre eles, são figuras freqüentes em blogs e sites de fotografia.
Irei selecionar alguns nomes pouco famosos, injustiças cometidas pela história que deixa desaparecer a memória de fotógrafos tão importantes.
Irei começar com o russo Sergey Mikhaylovich Prokudin-Gorsky (1863, Murom, Rússia-1944, Paris, França). Ele é o autor das imagens que ilustram este texto.
Submeti estas imagens a amigos e alunos sem dizer de quem eram ou quando haviam sido feitas, para que todos pudessem opinar sobre o que viam. Uns notaram defeitos técnicos, como falta de foco ou cortes estranhos no enquadramento das cenas. Houve quem apontasse a não utilização de regras de composição, assim como houve quem apontasse as imagens como meros registros de turista, aquelas fotos sem qualidade feitas por quem não entende do assunto.
Também tive opiniões de quem observou o caráter documental das imagens, que as distanciava de intenções artísticas e quem notasse na paleta de cores sutil um charme diferenciado.
Ao serem informados de que estas fotos foram feitas entre 1905 e 1915, quando a fotografia colorida mal existia além de experimentos semelhantes à alquimia, feita com equipamentos arcaicos, que exigiam a produção de três fotografias para uma imagem colorida final, utilizando-se de filtros vermelho, verde e azul para cada uma. E que naquele tempo tudo era revelado, montado e finalizado, sem photoshop, computador, digitais e vejam só, sem o mágico botão “delete”, as opiniões mudaram.
Todos ficaram maravilhados em perceber que um homem visionário, muito antes do seu tempo criou as possibilidades para registrar a realidade do Império Russo em cores, com seus personagens, arquiteturas e paisagens únicas, em um trabalho com mais de 3000 imagens ao todo.
Imaginem conseguir fotos em que os retratados ficassem parados enquanto ele trocava as chapas de filme e filtros coloridos para na soma de três fotografias em preto e branco, obter uma colorida. E ainda ter a maioria focada e composta com o cuidado devido para deixar para a posteridade um registro sem igual em seu tempo.
Assim deixo meu agradecimento a Sergey Mikhaylovich Prokudin-Gorsky, um dos desenvolvedores da fotografia em cores, sem o qual não veríamos o mundo com a mesma graça que vemos hoje.
Acho que vou alternar entre artigos e fotos, que acham?
Além das fotos, gostaria de compartilhar uma reflexão com vocês.
Quando estive na Itália, vi obras magníficas produzidas por nomes incontestáveis como Da Vinci, Michelangelo, Andrea Pozzo, Filippo Brunelleschi e tantos outros. Há algo em comum entre estes gênios: eles dedicavam-se integralmente às suas obras.
Eram seres capazes de ficar anos e anos em um projeto, aturando reclamação de seus clientes, sim, estes artistas tinham clientes assim como nós, não faziam arte pela arte. Exatamente como acontece com cada um aqui, eles tinham que pagar contas, comer e tudo mais. Os clientes eram mecenas, banqueiros, a igreja, entre outros, e que estipulavam prazos irritantes, pagavam menos que o merecido e ainda atrasavam, assim como acontece hoje.
Mas estes nobres nomes que citei, entre outros, nos deixaram uma herança maravilhosa, com grandes descobertas, novas técnicas, outras formas de ver e de pensar.
Daí a reflexão que quero deixar. E nós, faremos o mesmo? Iremos além da mediocridade e deixaremos algo de real valor para as próximas gerações? Pensaremos além do óbvio, produziremos além do banal? Seremos nós capazes de nos colocar em longos e sacrificados projetos, com pouco dinheiro e reclamações o tempo todo, para assim conseguirmos construir algo que tenha valor para o ser humano?
É para pensar. Seguem fotos que ilustram um pouco do que vi por lá.
Muita gente me pergunta sobre como entrar no mercado, quanto cobrar pelo trabalho, de que forma conseguir clientes etc. Perguntam de tudo relacionado a esta profissão que executo. Como não sou help desk resolvi concentrar as respostas em um único texto, assim quem quiser saber sobre esses assuntos terá um guia rápido.
Sobre tornar-se profissional, o primeiro passo não é comprar a câmera, mas sim estudar e compreender o que é o mercado de fotografia. Quem compra e quem vende foto, por que uma imagem é usada num anúncio ou catálogo, baseado em que alguém contrata uma pessoa para registrar seu casamento e por aí vai.
Ao analisar esses pontos você compreende que existe algo mais complexo do que comprar câmera e sair “clicando” loucamente. Você terá responsabilidades para com os clientes, deverá respeitar o dinheiro que eles colocam em suas mãos e entregar um trabalho digno.
Assim como alguém entrega sua vida a um cirurgião, o fotógrafo tem em suas mãos o passado e o futuro de algo ou alguém. Ele poderá ser responsável por registrar fatos que não podem ser esquecidos, ou terá a missão de mostrar ao mercado o novo produto recém lançado, a nova moda que chega às lojas ou mesmo as notícias que estamparão capas de jornais.
O fracasso numa dessas áreas pode arruinar as memórias de um evento importante, prejudicar as vendas de um produto e causar demissões na empresa que o lançou, entre outros desastres possíveis quando temos fotos ruins envolvidas. A fotografia é uma profissão de responsabilidade, não se brinca com isso, não se faz testes com isso e não é um trabalho simples.
Se você entendeu direito que a coisa é mais séria e menos encantadora do que parecia, agora é hora do caminho das pedras, mas não prossiga se não concordar ou entender o que eu disse acima, pois o que está dito é verdadeiro e importante, se você acha que não, então não merece ser fotógrafo.
Comece pelos estudos técnicos e estéticos da fotografia, um não vive sem o outro, não adianta saber fotometria, profundidade de campo, foco, tempo de obturador e tantas outras questões técnicas se não souber compor os elementos que vão para dentro do enquadramento fotográfico com harmonia e beleza. Também não adianta ter idéias ótimas se não souber executá-las. Um bom curso básico de fotografia, boas leituras e muito treino iniciam a caminhada. Tempo investido: Entre 6 meses e um ano, não menos que isso pois o conhecimento precisa de tempo para se consolidar e essa consolidação é obtida com treino.
Passada a etapa básica, procure cursos mais especializados, direcionados ao segmento de mercado de seu interesse, se gostar por exemplo de fotografia de moda, busque referências como boas revistas, livros, visite agências de modelos e faça cursos com fotógrafos especializados na área. Tempo investido: aproximadamente um ano, ou mais.
Neste ponto, você será um iniciante, é algo como um estagiário se compararmos com outras profissões, mas já terá noções de um mercado e da fotografia, poderá oferecer trabalho a amigos e conhecidos e também ser assistente de fotógrafos de sua área de interesse.
Sobre ser assistente, entenda: o profissional que lhe der emprego o faz pois precisa de seu trabalho, ele não será seu professor e sim seu contratante, nunca se esqueça disso. Você aprenderá pela vivência e observação, mas terá que trabalhar duro em atividades muitas vezes não relacionadas ao ato fotográfico. O assistente limpa estúdio, vai buscar provas na gráfica, sai correndo para comprar algo que faltou, carrega um monte de equipamento para cima e para baixo, fica no computador descarregando fotos etc. Com o tempo e sendo dedicado pode começar a ter mais participação no trabalho até que vire segundo fotógrafo dentro da equipe ou do estúdio.
Enquanto você é assistente dificilmente poderá ser fotógrafo solo, se tentar, surgirão conflitos de agenda e perderá o emprego facilmente. Dedique-se a este período, não tenha pressa. O período como assistente e fazendo trabalhos para amigos e parentes a preço de custo dura aproximadamente dois anos.
É chegada a hora, se nesse tempo todo você treinou fotografia todo dia, mais de uma hora por dia, se prestou atenção no trabalho do fotógrafo principal para quem trabalha além de ter lido muito para ter preparo técnico e estético, hora de alçar vôo solo.
Levou 4 anos para chegar aqui, é como uma faculdade e neste ponto você é só um iniciante, é o funcionário que acabou de ser efetivado após o estágio, falta muito ainda, mas se fizer tudo desta forma terá agido da maneira certa, estará treinado e apto a entrar no mercado. Com menos do que esses quatro anos de treino e estudo dificilmente você conseguirá sucesso no mercado.
Nos vemos em 15 dias com o texto “Oba, todo mundo é fotógrafo agora!”
Existe um fenômeno irritante que parece ter piorado de uns tempos para cá, você pode constatá-lo ao folhear as principais revistas e jornais brasileiros, bem como publicações menores e menos importantes.
Em um primeiro momento temos a impressão de que existe um fotógrafo quase milagroso, que consegue publicar fotos das mais diversas, nas mais diferentes pautas e em todas as publicações. Seu nome: Divulgação.
Mas espere um pouco, desde quando divulgação é nome?
Acontece com uma freqüência absurda. Que uma vez ou outra, na correria do fechamento de uma publicação, não consigam descobrir o nome do autor de uma foto e resolvam colocar o famigerado “divulgação” eu tento entender, mas acontece em quase metade das fotos publicadas, o que mostra na verdade um tremendo desrespeito.
Além de anti-ético, essa atitude é ilegal. O crédito ao autor da imagem é uma obrigação de quem publica, não apenas um direito do fotógrafo. O mesmo vale para ilustradores e cinegrafistas.
Eu não trabalho com fotojornalismo e quase nunca para editoriais em revistas, mas tenho diversos amigos nessas áreas. Constantemente os vejo reclamando que alguma foto saiu com destaque em algum lugar mas sem os créditos.
Por medo de perder o já escasso ganha pão a maioria não briga por seus direitos e não processa os publicadores, estes por sua vez, mesmo cientes das obrigações legais, mantêm-se confortáveis pois sabem que os fotógrafos precisam do trabalho.
No mercado publicitário, com o qual convivo diariamente, é raro haver algum crédito ao fotógrafo, mas aqui há uma explicação plausível. De forma geral uma campanha não é fruto de uma pessoa, mas de um processo criativo que envolve diretor de arte, redator, assistente, produtor, designer, fotógrafo e logicamente o cliente. Uma campanha é um produto coletivo e leva a assinatura da agência que reuniu toda a equipe.
É bom que se diga que em alguns trabalhos do mercado publicitário deveria haver crédito, pois existem peças e campanhas totalmente centradas na fotografia. Pelo menos não usam o famoso “divulgação”.
De volta ao mundo editorial, outro fator importante é que notícia com foto tem maior índice de leitura e atenção do que as publicadas apenas com texto, assim como uma nota de imprensa com foto é sempre um trunfo para as assessorias quando chega a hora de cobrar valores maiores de seus clientes. Por esses motivos passou da hora de valorizarem e creditarem os fornecedores de algo com tamanha importância.
Inicio aqui uma campanha: Fotógrafo tem nome e não é divulgação.
Aos amigos leitores, fotógrafos, especialmente os de jornalismo e editoriais, fiquem à vontade para usar o slogan acima, ou este texto inteiro se acharem útil, pois de alguma forma esse péssimo costume de não creditar os autores terá de parar.
Sabem de uma coisa, não adianta chorar, esbravejar, gritar, não tem jeito, os tempos mudam. Concordemos ou não com isso.
Todos os que trabalham com imagem, sejam fotógrafos como eu ou ilustradores, designers, videógrafos, cinegrafistas, publicitários e tantos outros já foram de uma forma ou outra atingidos por mudanças.
Neste cenário vemos muitas coisas acontecendo, temos pressões por orçamentos menores, sob argumentos que vão da concorrência à crise mundial, pedidos de formatos diferenciados para se adequarem a novas mídias, prazos menores, em geral para dias anteriores ao pedido em si. Enfim, todo o nosso dia-a-dia profissional vem sofrendo transformações e ajustes.
Participo de diversas listas de discussão na internet, além de comunidades virtuais e fóruns, e nesses ambientes é comum ouvir uma gritaria geral, todos reclamando de tudo, uma hora reclamam do prazo que o cliente pediu, na outra do valor disponível ou ainda da variedade de formatos e exigências do trabalho. Há uma verdadeira choradeira com muita gente reclamando dos clientes. Antes de prosseguir, só devo dizer uma coisa: lembrem-se de que os clientes é que pagam suas contas. =^)
Dito isso, quero aprofundar um pouco um pensamento que me ocorreu esses dias. Quando de seu surgimento, a fotografia era uma inovação, a grande descoberta que viria a modificar os passos da sociedade. Cinema e televisão, descendências diretas da fotografia, também foram inovações espetaculares. O mesmo podemos falar da expansão do design durante o século XX e daquelas fenomenais ilustrações publicitárias dos anos 40 e 50.
Os primeiros fotógrafos, cineastas, os grandes designers e ilustradores, são como heróis para nós, eles deixaram algo na história e começaram a pavimentar as estradas por onde andamos. Por isso, devemos algo a eles.
Mas termos uma dívida de gratidão com nossos precursores não significa que devemos imitá-los e achar que nosso mercado deve seguir os moldes de outros tempos, pois como dito no começo do artigo, os tempos mudam e fazem isso rapidamente.
Penso que há uma característica presente em nossos referenciais que estamos ignorando, todos eles eram absolutamente inovadores, e foi assim que criaram as obras memoráveis que hoje observamos em livros e exposições.
Talvez todos que hoje estejam esbravejando contra os novos tempos tenham se esquecido de inovar, perderam o bonde da história e não sabem bem que caminho trilhar, presos em caminhos aparentemente fáceis ou fórmulas de sucesso que podem ter funcionado em outros tempos, mas hoje não mais. Se toda a sociedade muda, tudo aquilo que chamamos de comunicação deve andar junto, ou ainda, antecipar tais caminhos.
Quero finalizar o texto com um questionamento: o que é melhor, ter que se adaptar e correr atrás das mudanças ou serem os pioneiros dos novos tempos?
O ano começou, estamos em 2009, percebeu? Não? Então corre. Parece bobagem mas existem algumas lendas brasileiras como a de que o ano só começa depois do carnaval. Se isso for verdade então estamos realmente perdidos, mas penso sinceramente que não.
O título que dei a este texto vem da famosa lei da física, a terceira lei de Newton, que diz mais ou menos o seguinte: ao aplicar uma força sobre alguma coisa, receberá desta uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário.
Antes que pensem que fiquei louco e resolvi escrever sobre física, vou explicar melhor.
Tudo o que fazemos gera uma reação, tendo como exceção a esta regra o momento em que fazemos nada, pois para isso não temos reação. Quer dizer, temos sim.
Ao fazermos nada as contas continuam chegando, o saldo segue curso decrescente, os clientes continuam desaparecendo e o nosso nada vai produzindo um tremendo prejuízo.
O ano começou e se você está esperando o carnaval passar, pode ser que mais coisas passem, como oportunidades, dinheiro, clientes entre tantas outras possiblidades desejáveis.
Vou exemplificar o princípio enunciado por Newton com uma experiência própria.
No final do ano passado os negócios haviam dado uma parada, sempre no final do ano isso acontece mas com as notícias de crise algo parecia pior do que o usual. Ficar assistindo TV em tempos de crise só serve para dar depressão.
Resolvi aproveitar o tempo e produzir meu cartão de Natal. Um processo longo pois eu tive uma ótima idéia, mas que exigia produção complexa e inédita para mim. Havia resolvido produzir um filme em stop motion.
A decisão gerou um conjunto de ações que incluíram sair noites seguidas para fotografar, passar dias tratando e organizando as imagens, aprendendo um programa de edição de filmes e finalizando tudo. Nove dias depois estava pronta minha mensagem de Natal.
Publiquei na internet e enviei meu tradicional mailing para amigos, clientes e alunos, etapa que durou um dia de trabalho, totalizando dez do momento que tive a idéia até o passo final. A partir daí começa a reação. Vejam que para uma ação que consumiu dez dias de trabalho técnico, criativo e físico deveria gerar uma reação e tanto.
O fato é que diferentemente do que foi dito por Newton, a reação foi muito maior e em todas as direções. O vídeo teve mais de mil e quatrocentas visitas e foi veiculado em outros blogs, inclusive o de um jornal de grande circulação. O Blog do Vernaglia teve quase duas mil visitas só nos dias imediatamente antes e depois do Natal, recebi e-mails e mensagens de pessoas do Brasil inteiro.
A reação durou até o 10 de janeiro aproximadamente, quando finalmente caiu a taxa de visitação do vídeo, somente quinze dias após o Natal.
Após ter dito tudo isso, quero deixar dois parágrafos finais.
O primeiro para agradecer aos blogs Fotocolagem, Let’s Blogar e Pictura Pixel, ao Jornal Diário do Grande ABC e a todos que de alguma forma ajudaram a mensagem a atingir mais pessoas. Vocês fizeram com que muitos recebessem Um Feliz Natal em 1000 Imagens: Obrigado.
O segundo para dizer que quanto maiores forem seus atos, maiores as respostas, assim sendo, faça cada vez mais e melhores ações, de algum modo você receberá mais e melhores reações.
Nos vemos em 15 dias,
[]’s
Armando Vernaglia Junior
www.vernaglia.com.br
blog.vernaglia.com.br
PS.: Aqui no blog muita coisa mudou, o visual é novo, no menu do alto da página você pode ver a agenda de cursos e palestras que ofereço. Espero que gostem das novidades.
Há uma velha frase que diz respeito ao valor de uma imagem, e deste ser maior do que o de mil palavras, resolvi brincar um pouco com isso em meu cartão de fim de ano e por isso escreverei pouco.
Poderia dizer que desejo toda a felicidade, que neste Natal e nas tradicionais reuniões de família vocês revejam pessoas queridas, lembrem de momentos mágicos e aproveitem o final de ano para recarregar as baterias e se preparar para 2009, bom, acabei escrevendo então está desejado para todos vocês.
Além disso espero que tenham saúde para prosseguir com planos, criatividade para vencer dificuldades, alegria para superar momentos ruins e dinheiro (sempre é bom afinal).
Por fim, conhecimento! Uma forma diferente de riqueza, e sobre isso o cartão de Natal deste ano representou grande aprendizado para mim, ele existe graças à transformação daquilo que eu já sabia com a soma de novas informações obtidas através do estudo, pesquisa e treino.
Este cartão é meu primeiro stop motion, uma animação com fotografias. Para conseguir o resultado visto no vídeo estudei sobre cinema e movimentação de câmera, percebi que na fotografia conceitos como foco e zoom, tão estáticos na fotografia, em vídeo podem ser dinâmicos ajudando a construir cenas, isso sem falar na movimentação de câmera, giros de 180 e 360 graus entre outros movimentos. Busquei elementos da filmagem para inserir nessa animação, feita foto a foto.
Aprendi a trabalhar com softwares de edição de vídeo como o Final Cut Pro ao mesmo tempo em que usava os bons e velhos Photoshop e Bridge para ajustar e organizar as centenas de imagens. Esse estudo fez com que eu pudesse romper com certas limitações da fotografia e ir além em termos de expressão visual.
Estou feliz com o resultado, espero que gostem também. Foi feito com dedicação e carinho ao longo de dez dias seguidos de trabalho entre fotografia, tratamento, edição e aprendizado para conseguir colocar a idéia em funcionamento.
É isso, o blog, minha câmera e eu tiramos férias até 15 de janeiro quando volto com força total, vamos fazer com que 2009 seja muito melhor que 2008, pois isso só depende de nós! Um Feliz Natal a todos e um ótimo ano novo.
Um de meus primeiros textos publicados tinha como título a seguinte frase: “Tá estressado? Vá fotografar!” Ele foi utilizado por revistas, blogs e sites dos mais diversos, divulgando a idéia de que se as coisas não estão boas, pegar uma câmera e sair para fotografar pode ser uma boa maneira de colocar ordem nas idéias, relaxar um pouco e aliviar o estresse.
Muito tempo passou desde que escrevi o referido texto, e hoje temos o noticiário diariamente nos mostrando algo sobre a crise que se espalha pelo mundo, com várias economias importantes entrando em recessão, empresas colocando o pé no freio em seus investimentos, prestadores de serviço entrando em pânico com a baixa nos negócios, exportadores aflitos com a perda de clientes, operadores da bolsa de valores tendo surtos nervosos com o sobe e desce, enfim, com todos os males que uma crise mundial pode nos trazer.
Nessa hora, existem algumas idéias que podem ajudar aos profissionais de imagem, e na verdade a qualquer pessoa, a passar com o mínimo de problemas pela crise. No final uma dica que se relaciona com o título deste artigo e com meu velho texto, aí vai:
Não é hora de gastar dinheiro, portanto, não é o momento de comprar aquele carro novo, trocar de casa, e sequer trocar de equipamento fotográfico, cinematográfico, computador etc. Se existem dúvidas sobre a sustentabilidade do seu faturamento nos próximos meses, não desperdice o que possivelmente não irá ganhar, seja o mais racional possível com seus gastos, isso inclui suas contas de gás, água, mercado e por aí vai;
Vá para o ataque, não perca tempo, entre em contato com todos os seus clientes atuais e passados, refaça sua rede de relacionamentos que pode estar adormecida, garanta sua posição como prestador de serviço desses clientes nem que tenha que fazer esforços como reposicionamento de preços e engolir algum sapo que foi deixado no passado;
Quando eu falo em reposicionar seu preço, não significa sair trabalhando de graça, mas o fato de que se a crise afeta você, ela atinge também os seus clientes, então eles podem querer manter o trabalho com você, por sua qualidade e confiabilidade, mas possivelmente estão com menos dinheiro para investir. Entenda e aceite isso, seus clientes não são seus inimigos, pelo contrário, são eles que pagam suas contas. Por isso reduza sua margem de lucro para manter a atividade, é melhor isso do que deixar um concorrente tomar seu lugar baseado apenas no preço baixo;
Não fique parado esperando as coisas acontecerem, se está com pouco trabalho, aproveite o tempo livre e faça coisas úteis, como buscar novos clientes, organizar seus arquivos, criar novos projetos, divulgar sua empresa, enfim, ao invés de gastá-lo com qualquer bobagem, faça coisas produtivas ao seu trabalho;
Lembre-se de Charles Darwin: “Não é a mais forte das espécies que sobrevive nem a mais inteligente: é aquela que é mais adaptável à mudança.”
E por fim, vá fotografar! Pode parecer brincadeira, mas se você tem uma câmera fotográfica ou filmadora, por mais simples que seja, junte alguns amigos e saia para fotografar, visite lugares bonitos de sua cidade e deixe que a beleza o ajude a se inspirar, vá a museus, parques, lugares históricos, praias e montanhas, registre tudo e aproveite esse momento para se concentrar no que há de bom e bonito diante de seus olhos, isso ajudará seu cérebro a descansar dos problemas e o deixará mais apto a enfrentar as dificuldades.
Temos em poucos dias o feriado de 20 de novembro, ótima oportunidade para colocarmos em prática o que eu disse acima. Para todos que moram em São Paulo, reunirei amigos fotógrafos e cinegrafistas e sairemos para fotografar, você está convidado, basta aparecer com sua câmera e a disposição de ver o que São Paulo tem de bonito, não precisa ser profissional da área, basta ter qualquer câmera e gostar de ver e registrar lugares interessantes.
Veja o vídeo que ilustra este texto para ter uma idéia do que estou dizendo. E então, vamos fotografar?
Encontro para saída fotográfica: Dia 20 de novembro, as 8:00 da manhã, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. Nos vemos lá!